23 Janeiro 2006






















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NOVA


Quando fores para o braço que a tua mãe desconhece,
para que eu te dê de mim um traço maior

de ternura, talvez algo ainda maior, avise, com certeza

dar-te-ei meios para que te sobreponhas ao laço vil
em tua garganta de quintal imaculado.

Possa eu soltar-me entre as muitas areias de um dia
com a ciência de um só de seus grãos, e assim, quem sabe,
mostrar-te
o que não sei, dizer-te o que não posso.

DMC
*

Calcula-se que o hábito de ouvir e de contar histórias venha acompanhando a humanidade em sua trajetória no espaço e no tempo. Em que momento o primeiro agrupamento humano se sentou em redor da fogueira para ouvir as narrativas fantásticas ou didácticas capazes de atrair a atenção e o gosto dos presentes e de deixar, no rastro de magia em que eram envolvidas, uma lição e/ou um momento de prazer ?

O que se pode afirmar é que todos os povos, em todas as épocas, cultivaram seus contos. Contos anónimos, preservados pela tradição, mantiveram valores e costumes, ajudaram a explicar a história, iluminaram as noites dos tempos.

De Sherazade (uma voz de mulher que conta mil e um contos durante mil e uma noites, fazendo, dessa forma, a compilação dos contos mais conhecidos ao final da Idade Média) aos contistas contemporáneos, a narrativa curta tem sido observada com especial interesse.

A fórmula de compilação e narração de contos até então mantidos no ideário popular adoptada nas Mil e uma noites foi largamente adoptada e repetida por muitos autores nos anos subsequentes (Veja-se, por exemplo, o Decameron, de Boccacio).

Leitura Partilhada
*


2 Comments:

Blogger PiresF said...

Gostei e vejo que gosta de Contos.
Experimente.
http://www.prahoje.com.br/aruadoscontos/

28 Janeiro, 2006  
Blogger Welington Veiga said...

....Ah as historias, minha infancia e juventude marcada por elas, dos desenhos, dos livros e das minhas proprias fantasias,recentemente o rpg, e outras literatuas, mais profundas, a esse tempo rodeando a fogueiras devemos muito,
a mitologia, as lendas..... do hécules grgo a curupira indína, sim....
O homem se encanta pela historia, pela lenda, pela explicação do inexplicável.....
salve salve literatura,
poesia,
e as lendas e mitologias.

29 Janeiro, 2006  

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