18 Dezembro 2005










DE GUARDAR


AORISTO e OARISTO

Aquele que sem imitar o delíro delira
sem arrefecer diante do amanhã já posto
em tratos limpos por tantos
que a caravana deixa de lado,
não o caravançará: os mortos e outros mortos
macruros, micruros e anuros.

Moinho algum
en esa Calle Dulcinea
não se vê: teriam sido acometidos de que sezão
los molinos de la Calle Dulcinea ?

Esconder os tropassos teus
e os meus, sem violar sequer um ombro
do silêncio, nem mesmo arriscar o pescoço
azulcrivado da ânsia e a insipidez da guitarra
sob outra carne toda ela
em disparada ?

Aoristo é tempo indeterminado
de verbo, mas é de oaristo que se fala aqui
e alhures, do sucesso em se desfibrar
até o menor adorno e nadar
para além de invisíveis

gestos, sem se descurar dos tratos à bola.

Desde algum absurdo anterior aos riscos
da genealogia, o poema também é esse
tomar para si uma pedra
de gelo entre os dedos, angustura alguma
sendo de mais valia do que o que povoa
as minúcias de um oaristo, ou seja, a conversação
mansa entre os amantes.

DMC

2 Comments:

Blogger Nina said...

Ah, lindo, linda imagem também!!
Fico muito feliz de ter voltado, você fez falta!!!
=]
E vamos continuar a nos deliciar com as maravilhas do seu canto...
Abraços!!

18 Dezembro, 2005  
Blogger Nina said...

Tem como você me passar seu e-mail? Deixa um recado no meu blog que assim que eu copiar eu apago!
=]

22 Dezembro, 2005  

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